segunda-feira, 14 de março de 2011

I Semana Literária: Entrevistas

Nesta terça-feira, 15/03, segundo dia da nossa I Semana Literária, estaremos conversando com Cristina Linardi e Vinnie Fuscaldy. A Cris, como todos já devem saber, é pseudônimo literário da Aline, que trabalha conosco há 12 anos. Ela também concedeu uma entrevista e nós publicamos aqui.

Biografia:

Cristina Linardi é o pseudônimo de Aline Cristiane Nardi, que nasceu em Bauru, SP, mas foi adotada por Campinas ainda na infância. Escreve desde os 12 anos em diários, cadernos e livros artesanais feitos à mão ou datilografados numa velha Olivetti azul,
companheira de estrada. Só teve coragem de se expor a alguns anos, passando por quatro blogues diferentes e deletando os velhos à medida que os novos eram criados.

Lançou seu primeiro texto numa antologia em 2009, depois publicou outros dois em uma coletânea e sua própria antologia poética em 2010, na Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Seu romance de estréia é um e-book, “A Cova da Alma”, lançado em seu próprio site para degustação. Aguardando edição impressa, a autora decidiu adiantá-lo aos seus leitores. Atualmente se dedica ao segundo romance, “O Metal e as Nuvens”, cujo título é inspirado na música Metal Contra as Nuvens, da extinta banda de rock Legião Urbana, da qual é fã.
1 – Quando você começou a escrever/cantar/compor?
Não tenho datas precisas, mas foi bem nova, devia estar saindo da infância. Sempre mantive diários, rabiscos e anotações trancafiadas a sete chaves.

2 – Como publicou seu primeiro livro ou gravou seu primeiro CD?
Minhas primeiras publicações foram na internet. Comecei com blogues em 2000 e não parei mais. Um dia, lendo um livro de crônicas do Fernando Veríssimo, eu, que sempre escrevi uns lances mais poéticos, resolvi descobrir se conseguia fazer algo diferente, um pouco mais divertido. Lancei a crônica “Mulheres” na antologia de uma editora carioca, inspirada num diálogo real com uma amiga. A partir daí continuei publicando em outros sites, blogues de literatura, até lançar minha primeira antologia poética “Mistérios do Meu Ventre”, na Bienal de São Paulo, em 2010.

3 – Como se dá seu processo criativo?
Eu escrevo o tempo todo. Quando não estou na frente do computador, estou nos cadernos e agendas. Voltei a rascunhar em papel e percebi uma profundidade maior nos textos por conta da rapidez em registrar as viagens da minha mente. Tudo é inspiração para mim: a simples rotina diária, um momento de silêncio ou barulho, pessoas, objetos etc. Mas tenho uma percepção aguçada pras questões humanas, especialmente as femininas. A introspecção me é uma constante, é natural mantê-las nos textos.

4 – Quem mais te apoiou em sua arte?
Amigos. Primeiramente. Nunca tive apoio da família, mas isso só foi no início, pois mudou hoje em dia que eles sacaram que a maluquice era arte.

5 – Você já alcançou em sua carreira tudo o que queria ou ainda tem sonhos maiores?
Estou no começo de minha carreira, tenho sonhos um pouco maiores e outros extraordinariamente grandes.

6 – Você sofreu ou sofre preconceitos por ter escolhido essa carreira?
O preconceito não é por ter escolhido ser escritora, é mais pelas características inerentes a mim que me levaram a escrever. Uma boa parte dos escritores é introspectivo e tímido, com um tipo de coisa que borbulha e aflige por dentro. Sou assim 99% do tempo e as outras pessoas demoram muito a entender isso. Daí o tal preconceito. Quando se é mais nova e imatura isso é extremamente doloroso, hoje em dia lido melhor com o nariz torcido e a falsidade das pessoas.

7 – Você acha que hoje em dia existem mais oportunidades para o artista, por exemplo, com o advento da internet?
Certamente que sim, contudo esta independência obriga o artista a ser mais versátil e inteligente; o que é muito importante também.

8 – O que você pensa sobre a arte e a educação caminharem de mãos dadas?
Penso em oportunidades importantes sendo apresentadas a quem caminha aprendendo a andar. Não é só discurso: quem está em uma sala de aula todos os dias sabe exatamente como é trabalhar com poucos recursos; a realidade da escola pública. Temos jovens pobres, sem perspectivas, que veem na educação uma terrível obrigatoriedade, acho que essa consciência precisa ser mudada e isso começa na mentalidade do professor e depois na da família. Aproveito a palavra obrigatoriedade para fazer um gancho: os professores e as escolas precisam urgentemente abolir a obrigatoriedade de leitura de certos títulos, estão matando na raiz o desejo de ler do adolescente.

9 – Quais autores/músicos mais influenciam sua criação?
No comecinho foi Machado (de Assis), depois Clarice (Lispector). Ela mudou completamente minha visão sobre a minha própria literatura e processo criativo. A partir disso consegui encontrar meios de “enviesar” meu texto, no bom sentido, claro. Ultimamente, escrevendo meu novo romance (O Metal e As Nuvens; lancei recentemente, em e-book, “A Cova da Alma”, disponível para download gratuito no meu site), estou percebendo mudanças na escrita por conta da influência de Virginia Woolf.
Falando em música eu mudei um pouco a forma de escrever e costumo ouvir muitas coisas enquanto escrevo. Tenho sempre uma playlist especialmente montada no ITunes para cada livro em que esteja trabalhando. Por exemplo, ando ouvindo bastante Pearl Jam e Legião Urbana, pois a personagem de meu livro atual é louca pelo Eddie Vedder e o próprio nome do livro faz referência à música Metal Contra as Nuvens, da Legião. No livro anterior eu ouvi muito Bob Dylan e Chico Buarque.
Tenho uma relação íntima com a música e cada uma me toca de um jeito diferente e influencia os caminhos de minha literatura. Sou compositora e tenho minhas próprias canções gravadas em minha voz, contudo, desisti de seguir essa carreira para me focar nos livros.

10 – Você pode deixar uma mensagem para o público e incluir o trecho de alguma publicação ou música que tenha te marcado?
Vou deixar um trecho da poesia-música Metal Contra as Nuvens da Legião Urbana, porque ela sempre me marcou, como muitas outras deles, mas esta é tão especial que meu livro leva o nome dela.

“Não sou escravo de ninguém
Ninguém, senhor do meu domínio
Sei o que devo defender
E, por valor eu tenho
E temo o que agora se desfaz.
Viajamos sete léguas
Por entre abismos e florestas
Por Deus nunca me vi tão só
É a própria fé o que destrói
Estes são dias desleais.
Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão
Eu sou metal, eu sou o ouro em seu brasão
Eu sou metal, me sabe o sopro do dragão.
Reconheço meu pesar
Quando tudo é traição,
O que venho encontrar
É a virtude em outras mãos.
Minha terra é a terra que é minha
E sempre será
Minha terra tem a lua, tem estrelas
E sempre terá.”

Minha mensagem? Já que tenho essa oportunidade não vou perdê-la. Eu faço apologia ao respeito. Respeite e exija respeito. Sempre por gentileza e nunca por violência. Perdoe aqueles que te desdenham e desdenham da tua arte, eles não entendem, pois toda arte é arte e expressão de seu criador, não existe uma melhor que a outra. Foque-se nisso e não almeje arrebanhar outro público que não o seu, só ele vai te entender.

sexta-feira, 11 de março de 2011

I Semana Literária: Entrevistas

Nesta segunda-feira tem início a I Semana Literária da Escola Padre Emílio Miotti e a programação do dia inclui bate-papo com o autor Cícero Eno, no período da manhã. No período da tarde teremos a presença do escritor Felipe Tazzo e da autora Joana Masen. Ambos falarão de seus processos criativos e seus trabalhos publicados, bem como incentivar a leitura e a atividade criativa, principalmente a autoral, ou seja, valorizar o talento de cada um a fim de se expressar por meio da arte; um papo extremamente cabeça para jovens entre 11 e 16 anos. Ambos cederam uma entrevista para a gente e vocês conferem abaixo.



1 – Quando você começou a escrever/cantar/compor?
Eu não sei se eu "comecei" a escrever em algum momento. Quando eu era criança, era um hobby. Ao longo dos anos na escola, eu fui me interessando mais e criando coisas mais interessantes. É lógico que, como qualquer outro escritor pode dizer, antes de ser escritor eu era um grande leitor. Mas, o fato de eu escrever foi se tornando mais sério perto da adolescência e eu comecei a realmente prestar atenção no que estava fazendo, ao invés de simplesmente deixar as palavras fluirem. Literatura foi uma grande companhia para esse período que é difícil para todo mundo.

2 – Como publicou seu primeiro livro ou gravou seu primeiro CD?
Meu primeiro livro 'o livro das coisas que acontecem por aí' foi publicado em 2007, através do FICC.

3 – Como se dá seu processo criativo?
Eu ainda não sei! Uma coisa que ajuda muito é conhecer bem aquilo sobre o que quer se escrever. Então, quando eu penso em algum assunto, busco outros livros, notícias, conversas com pessoas que estejam próximos desse assunto. Depois eu abandono o assunto. Deixo todas as informações que eu consegui encontrar cozinhando em fogo baixo dentro da minha cabeça. Um belo dia, sem maiores explicações, eu sento para escrever e aquilo que eu estava planejando antes começa a acontecer. Como, eu não sei, mas eu sei que ajuda e ajuda muito planejar o seu começo, meio e o fim. Meu último livro começou com uma sinopse de 3 ou 4 linhas, depois eu escrevi algo perto de uma página que resumia o livro todo e depois eu criei a estrutura de capítulos.
Mas, como qualquer obra criativa, a gente começa planejando A, B e C e quando vê está escrevendo X, Y e Z, porque às vezes personagens de um livro cuidam eles mesmos de traçar o seu próprio destino.

4 – Quem mais te apoiou em sua arte?
Acho que família, amigos e pessoas próximas sempre me apoiaram. Ainda bem, sou cercado de gente muito bacana, mas o que me deu mais ânimo para escrever foi quando eu comecei a esticar as
pernas na internet e descobrir que tinha muita gente por aí fazendo coisas parecidas com as que eu gostava de fazer.

5 – Você já alcançou em sua carreira tudo o que queria ou ainda tem sonhos maiores?
Fama, fortuna, iates, mulheres, prêmios internacionais, essas coisas? É... Não ainda não.

6 – Você sofreu ou sofre preconceitos por ter escolhido essa carreira?
Essa, infelizmente, não é a minha carreira. Nem acho que eu conseguiria fazer dela a minha carreira porque escrever é apenas uma das minhas paixões. Mas é possível sim, especialmente hoje em dia que existem muitos empregos relacionados a escrever (infelizmente, nenhum deles é escrever romances de ficção como eu gosto).
Para responder essa pergunta, como eu não faço disso a minha carreira, não sofro e nem sofrerei preconceitos por conta de escrever, mas eu posso garantir que todo mundo no mundo um dia vai sofrer algum tipo de preconceito a partir de algo que é, gosta, ou escolheu, seja escritor, músico, engenheiro, advogado, piloto de avião, o que seja. Melhor coisa nessas horas é engolir em seco, sorrir e lembrar sempre que o preconceito em geral vem sempre de pessoas que não fazem a menor idéia do que está acontecendo com você. Se as pessoas fizessem mais perguntas e menos afirmações, a vida seria muito mais fácil para todos.

7 – Você acha que hoje em dia existem mais oportunidades para o artista, por exemplo, com o advento da internet?
Com certeza. Esses tempos as relações do mundo com as artes e com as oportunidades de carreira está mudando muito, graças entre outras coisas à internet. Essas mudanças ainda não se consolidaram, mas com o tempo vai ficar bem mais fácil enxergá-las.
Um exemplo disso é que eu conheço uma jornalista que tem que escrever 5 textos por dia sobre peças de carro, porque ela trabalha em uma empresa que se especializa em garantir que o site do cliente deles apareça sempre na primeira página do google. Como o google sempre busca pelo maior volume de informações, quantos mais textos houver, melhor será a colocação dessa empresa no google. Não é o sonho dourado de qualquer escritor, mas é uma oportunidade e, mais importante,
é um exercício criativo muito bom.

8 – O que você pensa sobre a arte e a educação caminharem de mãos dadas?
Acho bobagem. Educação e arte são dois conceitos muito amplos e é possível encontrar intersecção entre elas, claro. Por exemplo, não é possível ensinar gramática ou interpretação de texto sem recorrer ao Machado de Assis, claro, mas a arte não pode ser considerada uma ferramenta da educação apenas. É importante lembrar que a maioria dos escritores cresceu em redações de jornais ou em agências de publicidade e nem por isso consideramos que notícias ou anúncios sejam arte. Da mesma forma, não podemos considerar que o ensino de matemática, biologia ou até mesmo cidadania sejam uma arte ou, necessariamente dependam da arte para existir. Também não acredito que a arte realmente torne o ensino melhor ou mais eficaz.
Também é importante lembrar que a arte é utilizada para construir muitas outras coisas da nossa sociedade que não possuam nem apelo comercial e nem apelo artístico. É o caso das novelas, onde muitos artistas trabalham para gerar um entretenimento raso, ou ainda na arquitetura, onde a arte é empregada para criar prédios e casas cujo objetivo é bastante prático: morar.
Arte também pode ser considerada uma forma de transgressão ou ainda apenas uma decoração de um ambiente.

9 – Quais autores/músicos mais influenciam sua criação?
Eu leio muitos escritores diferentes, brasileiros e estrangeiros, mas também busco inspiração em quadrinhos e na música. Gosto muito por exemplo de rock n roll e blues e deixo isso influenciar na minha literatura.

10 – Você pode deixar uma mensagem para o público e incluir o trecho de alguma publicação ou música que tenha te marcado?
Muita gente pensa que o trabalho de um escritor (bem, artistas em geral) é uma atividade solitária, que acontece em um quarto pequeno e em um momento específico 'baixa uma luz' e o artista cria sua obra prima. Não é verdade. A arte acontece no mundo. O que me leva a escrever não são as paredes do meu quarto, mas são as pessoas, os lugares, as comidas, as outras artes, as coisas boas da vida e as más também. O que me leva a escrever é o que está ao alcance dos olhos, dos dedos, do coração ou da mente, mesmo que essas coisas não existam mais, ainda não existem ou nunca venham a existir.
Para chegar aos meus livros eu fiz muitas perguntas, fui a muitos lugares, experimentei muitas coisas, conheci muita gente e deixei que todas essas coisas passassem por mim, sem tentar filtrar ou organizar. E receber as influências de todo o mundo, sem que elas passem pelos nossos preconceitos é muito difícil.
Fazer arte, enfim, é receber.
E porque é tão importante absorver a tudo ao seu redor o tempo todo, para mim é difícil escolher um trecho de uma obra que tenha me marcado. Mas para quem quiser começar a entender sua própria arte um bom conselho é o seguinte:

And the road becomes my bride
I have stripped of all but pride
So in her I do confide
And she keeps me satisfied
Gives me all I need

And with dust in throat
I crave Only knowledge will
I save To the game you stay a slave

Rover, wanderer
Nomad, vagabond
Call me what you will

But I'll take my time anywhere
Free to speak my mind anywhere
And I'll redefine anywhere

Anywhere I roam
Where I lay my head is home

(E da estrada eu fiz minha noiva
Me despi de tudo além do orgulho
Ela é minha confidente
E me faz feliz
Me dá tudo o que eu preciso

E com poeira na garganta eu anseio
Só conhecimento eu guardo
Desse jogo você é escravo
Explorador, andarilho
Nômade, vagabundo

Mas eu gasto meu tempo em qualquer lugar
Livre para dizer o que quiser em qualquer lugar
E eu vou redefinir qualquer lugar

Para qualquer lugar que eu vá
Onde eu deitar a cabeça é meu lar.

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Joana Masen

1 – Quando você começou a escrever/cantar/compor?
Não sei dizer ao certo quando comecei, sei que sempre escrevi, sempre coloquei meus sentimentos em papel, por medo de falar sobre eles com alguém. A poesia entrou em minha vida quando eu tinha uns 10 anos e li um livro com poemas de Cecília Meireles. Gostei e me identifiquei tanto com aquelas palavras, que comecei a tentar fazer poesias também.

2 – Como publicou seu primeiro livro ou gravou seu primeiro CD?
Não tenho ainda um livro publicado, mais por falta de tempo do que por falta de material, mas estou trabalhando para resolver isso. Tenho planos de publicar um livro de poesias, e estou começando a escrever um romance também. Nada muito ambicioso, e caminhando a passos lentos. Talvez para 2012.
3 – Como se dá seu processo criativo?

É incrível como as palavras vem até mim, os poemas vão nascendo em minha cabeça meio que do nada, e vão tomando forma, até que eu os coloco em papel e começo um trabalho de lapidação daquilo, pois eles chegam em forma bruta, e preciso ler e reler muitas vezes, mudando frases e buscando algum sentido para aquelas ideias.

4 – Quem mais te apoiou em sua arte?
Amigos sempre apóiam, e a família também. Meu marido gosta muito do que escrevo, apesar de ter conhecido meu trabalho há pouco tempo, pois eu escrevia e guardava tudo, sem deixar que ninguém lesse. Quando decidi mostrar meu trabalho, ganhei logo uma fã, minha amiga Marina, que lê tudo o que eu escrevo e sempre dá opiniões sinceras.

5 – Você já alcançou em sua carreira tudo o que queria ou ainda tem sonhos maiores?
Meu grande sonho é viver de literatura. Quero escrever muitos livros e incentivar a leitura, principalmente dos adolescentes, que muitas vezes torcem o nariz quando precisam estudar poesia. Tenho certeza que com um pouco de incentivo, eles passarão a gostar de ler e apreciar esse tipo de literatura.

6 – Você sofreu ou sofre preconceitos por ter escolhido essa carreira?
Isso é muito comum. A maioria das pessoas, quando sabe que eu escrevo, lança um olhar descrente, muitas vezes nem comenta sobre o assunto, nem ao menos procura conhecer meu trabalho. Isso é muito triste. Inclusive já me disseram que ser poeta é muito ruim, pois poeta só fica famoso depois de morto.

7 – Você acha que hoje em dia existem mais oportunidades para o artista, por exemplo, com o advento da internet?
A internet é uma ferramenta de divulgação maravilhosa, mas também pode se tornar uma armadilha, já que, ao publicar um texto num blog, por exemplo, ele se torna público, e é muito fácil para qualquer pessoa copiar sua obra como se fosse dela. Infelizmente, o plágio é muito comum no mundo virtual.

8 – O que você pensa sobre a arte e a educação caminharem de mãos dadas?
A educação por si só já deveria ser considerada uma arte. Não é fácil ensinar, os professores têm que se reinventar diariamente para manter os alunos interessados, e isso é quase coisa de artista. É claro que as duas coisas deveriam caminhar juntas, pois a arte é mais um incentivo à educação.

9 – Quais autores/músicos mais influenciam sua criação?
Sou totalmente fã de Cecília Meireles, mas também amo Fernando Pessoa e Vinícius de Moraes. Esses são meus maiores espelhos na hora de escrever. Na música também tenho ídolos, como os Titãs e o U2.

10 – Você pode deixar uma mensagem para o público e incluir o trecho de alguma publicação ou música que tenha te marcado?
Minha mensagem é: Leiam sempre, leiam tudo o que puderem, pois a leitura é o alimento da alma. E para aqueles que se sentirem a vontade, escrevam. Escrever só faz bem.
Minha frase vem da escritora Adélia Prado, que disse em uma entrevista: "Toda arte quer ser poesia". Pensando bem, é uma grande verdade.

Felipe Tazzo

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Novo Início

A Biblioteca já começou suas atividades de 2011. Como muitos de vocês já sabem, estávamos em reforma e permanecemos em estado de "acampamento" na Unidade III da FAC, de abril a dezembro de 2010. O acervo está sendo organizado, muitos títulos ainda estão fora de suas prateleiras, mas cremos que em dois dias terminamos tudo.

Existem títulos a serem cadastrados e provavelmente hoje já iniciamos os empréstimos informatizados, através do programa Biblioteca Fácil, antes estávamos fazendo manualmente.
Algo interessante a se anunciar é que este ano iniciamos com três profissionais fixas na biblioteca: a Odete, que é a professora que está aqui desde o ano de 2009, a Ieda, que chega este ano cheia de ideias, já que é professora de português e fará suas horas de projeto aqui e a Aline, que é secretária e agora coordena nossos trabalhos, principalmente os de incentivo à leitura. Como na literatura a Aline é a Cristina Linardi (http://cristinalinardi.com/), a equipe gestora viu aí uma chance de unir sua experiência como escritora e a necessidade da escola em tornar a biblioteca mais viva e dinâmica.

Estamos nos organizando para fazer novas aquisições de livro e já está em nossas mãos a "cartinha" dos alunos solicitando mais livros, estamos avisando, pois todos os dias os alunos perguntam quando compraremos mais. Que maravilha, héin? A compra de novos títulos será na última semana de fevereiro, muitos gibis serão adquiridos, já que saem bastante, incluindo os números novos da Turma da Mônica Jovem e os atrasados. Vários dos solicitados(Meg Cabot, Stephanie Meyer etc) serão também adquiridos nesta compra. A cotação de preços já começou.

O horário da bibliteca para 2011 será afixado no mural, mas já avisamos que seu funcionamento será o seguinte:

SEGUNDA: Das 7h30 às 13h.
TERÇA: Das 9h às às 17h.
QUARTA: Das 7h30 às 13h e das 14h às 17h.
QUINTA: Das 7h30 às 13h e das 14h às 17h.
SEXTA: Das 7h30 às 13h e das 14h às 17h.

Mas é bom que vocês estejam sempre atentos aos murais do lado de fora, para eventuais mudanças.
Outra coisa interessante é que estamos nos organizando para anunciar os leitores mais assíduos da semana e mês, além dos livros e autores mais emprestados. Aguardem!
É isso! Nos vemos por lá!

domingo, 30 de janeiro de 2011

Crepúsculo - A Saga


Ler. Independente do quê. É assim que se começa. Você já ouviu críticas ao seu estilo preferido de literatura? Pois é, a gente tem que ser fiel ao coração nesse quesito também. E uma coisa que não dá pra ignorar é o gosto popular dos nossos alunos.
A história do vampiro que se apaixona pela mortal é uma bela representação moderna de Romeu e Julieta. A americana Stephanie Meyer acertou em cheio na fórmula - nada inovadora - de se juntar o romance com o sobrenatural. Mas o que faz uma história ser tão atraente não é exatamente os "quês", mas os "comos".
Temos em nossa biblioteca os três livros da série: "Crepúsculo", "Lua Nova" e "Eclipe". Confessamos a vocês, envergonhados, logicamente, que desconhecíamos a existência do tal "Amanhecer", este separado em três livros. Prometemos que eles serão adquiridos logo, ok?
Os títulos causaram grandes filas de espera. Muitos alunos chegavam sorridentes procurando-os e saíam chateados porque já estavam emprestados. Esperamos que esta procura também aconteça neste ano, porém também esperamos mais exemplares, por isso devolver o livro é importante.
A saga ganhou sua versão cinematográfica, tendo a atriz Kristen Stewart e Robert Pattinson nos papéis de Bella e Edward, respectivamente. Quem ainda não viu o clipe da música "Decode", do Paramore, que é tema do filme?

Este ano estão previstas as chegadas de vários títulos de interesse dos adolescentes. Dentre eles a última parte da saga "Crepúsculo", claro e também vários de literatura fantástica e infantojuvenis.


quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Informes da Secretaria

Informamos que a data de afixação da listagem de classes 2011 não será feita em 01/02 como informado anteriormente, mas sim no dia 04/02 (sexta) e as aulas retornarão no dia 07/02 (segunda).

Isso acontece por conta do cronograma da Coordenadoria de Educação Básica, departamento da Secretaria de Educação, que fechará as turmas apenas em 03/02, tornando impossível sua impressão em data anterior a essa.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Segure sua pressa!

Alguns procedimentos normalmente executados na secretaria da escola são mais complexos que outros. Para você não ter surpresas desagradáveis na fila de atendimento, sugerimos que observe os tempos e trâmites em que despachamos com frequência.

Solicitação de Declaração de Matrícula (para fins de comprovação junto ao serviço do responsável, cursos etc.):
O documento deve ser solicitado pessoalmente pelo responsável legal, identificado com documento pessoal e sai na hora. Tempo: menos de 5 minutos.

Solicitação de preenchimento do Formulário do Passe Escolar

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Mudanças na Lista de Espera 2011

Recebemos orientações da Secretaria Municipal de Educação que mudam radicalmente a forma de cadastro em lista de espera.
A partir deste ano não mais efetuaremos cadastro de alunos fora da area de abrangência de nossa unidade. No momento da solicitação de vaga, a secretaria fará a verificação da documentação entregue pelos responsáveis, consultará o mapa da area de abrangência e dará prosseguimento ao processo que pode ser 1) cadastrar em lista de espera os residentes na area e encaminhar dados para a NAED Sudoeste - Descentralizado da Secretaria de Educação;
2) fornecer declaração de vaga para início do processo de transferência, quando houver vagas;
3) encaminhar os responsáveis para a escola que atende seu endereço, quando estes não residirem em nossa area.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Resultado do Cadastro de Transferência 2011

1. Critérios para a seleção, segundo estabelecido pela Secretaria Municipal de Educação e Conselho de Escola.

1.1. CANDIDATOS MORADORES DENTRO DA AREA DE ABRANGÊNCIA DA ESCOLA;
1.2. CANDIDATOS QUE ATENDEM O ITEM 1 E QUE ESTÃO VINDO DE OUTRO MUNICÍPIO, DE ESCOLA PARTICULAR OU NÃO TEM MATRÍCULA EM ESCOLA PÚBLICA EM 2011;
1.3. CANDIDATOS QUE ATENDEM O ITEM 1 E QUE ESTÃO MUDANDO DE ENDEREÇO (DE OUTRA AREA DE ABRANGÊNCIA PARA NOSSA AREA);
1.4. CANDIDATOS QUE ATENDEM O ITEM 1 E QUE TEM IRMÃOS MATRICULADOS NA ESCOLA;

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Perdeu, Playboy!


São inúmeros os títulos que constam em nossa biblioteca e é com alegria que recebemos as caixas de livros quando elas chegam assim, lacradinhas. A gente se aproxima e parece que de dentro exala algum tipo de perfume inebriante, nossa curiosidade acerca dos títulos é imensa! O governo manda uma remessa e às vezes manda mais, nossa orientadora pedagógica solicitou mais alguns e eles vieram. Enfileirados, recém saídos das caixas, vão mexendo e remexendo aqui dentro da gente, causando frisson!  As capas durinhas, outras nem tanto, grandes, pequenos, grandões e até quase miniaturas! Gibis, revistas, uns parecem quadros de tão belas que são as gravuras.

E pra contar uma história hoje em dia as editoras não poupam esforços! Tem livro de todo tamanho e formato. As ilustrações são mais do que meras figuras para atrair, são complementos da histórias, por vezes, a própria história.

Hoje indicamos (em postagens separadas) dois títulos que vocês encontram por lá, nas estantes. Mas esperem! A biblioteca ainda está fechada, portanto guardem essa postagem para depois, assim vocês não esquecem.

Perdeu, Playboy!, de Felipe Tazzo, conta a história de Edvaldo, um bandido que deu certo. Fazendo pequenos furtos que lhe rendem alguns dias de aparente tranquilidade econômica, ele logo aprende a largar a arma e agenciar outros bandidos para roubar em seu lugar. Deixando o bairro pobre, as namoradas sem graça e o passado para trás, Edinho, como é conhecido, sobe em direção a uma vida de playboy. Ascender socialmente, porém, não o ajuda a lidar com limitações pessoais, sentimentos confusos e nem a sobreviver entre o crime e a máscara social que precisa criar para manter a atividade em sigilo. A narrativa traz, desta vez, não o lado do mocinho, mas o do bandido.

"Ele percebia que o seu maior inimigo não era a polícia, não o playboy, não era o diabo. Era a honestidade, essa besteira falsa que cada um inventava para si mesmo todos os dias, como se fossem todos heróis, como se fossem padres, como se fossem todos papas, Jesus Cristo. Essa maldita mania de ser bonzinho que todo mundo inventava e se dava o direito de decidir sobre a morte ou a vida do bandido que só queria saber de defender o seu".

Edvaldo é a figura do preconceito a partir do excluído, do pobre, daquele que não vê alternativas e é empurrado para o crime. Talvez esse processo se dê naturalmente, na ilusória ideia de que o ilícito é comum para quem está na camada mais baixa, ou seja, não causa assombro e ainda apresenta vantagens. Ou talvez Edvaldo, o excluído, tenha escolhido o crime por irresistível atração por um status que jamais alcançaria por meios legais. Essas questões não são respondidas e o livro não traz o Edinho antes do crime, não se sabe. Mas o interessante da leitura crítica é que você pode formular questões, muitas vezes sem obter respostas, porém estimulantes, a uma reflexão mais acentuada acerca da vida.

As ilustrações são de André Vanini; um trabalho interessante que acentua o ar marginal do livro concebido com o FICC – Fundo de Investimentos Culturais de Campinas.

Foto : Link
Felipe Tazzo tem 31 anos, vive em Campinas e é publicitário por formação, mas trabalha com produção cultural, produzindo shows, livros, CDs, DVDs, peças de teatro, apresentações de dança e exposições. Em 2007 lançou seu primeiro livro, “o livro das coisas que acontecem por aí”, uma coletânea de 18 contos boêmios que refletem seu testemunho da noite campineira. Em 2010, publicou "Perdeu, Playboy!". Conheça seus trabalhos em http://www.felipetazzo.com.br/.

O Morador da Casa Maluca

Link

O Morador da Casa Maluca (Infantil), de Maxs Portes, traz belíssimas ilustrações de meia página e versos singelos para instigar o pequeno leitor a acompanhar a aventura de um personagem inusitado.

"Todos têm onde morar,
Não importa onde seja
Casa é sempre algum lugar.
A minha, não há quem veja..."
Nessa simplicidade, Portes vai conduzindo ritmicamente uma prosa-poesia que faz crescer dentro da gente, sim, mesmo adulto, uma vontade feita coceirinha de saber afinal que casa é essa!
"Minha casa é diferente.
Não se faz arrumação.
E, cá entre nós, simplesmente
Nem se paga prestação".
O título é o volume 3 da Coleção Surpresa, da Editora RHJ, que também traz Toda Hora É Agora (Vol. 1), Com os Pés Na Cabeça (Vol. 2) e Passa, Passa... Passará!? (Vol. 4).

A história é excelente para você pedir para sua mãe ou seu pai lerem para você. Ou para você ler para seu filho ou sobrinho se você já tiver uns 32 dentes na boca (ou não... enfim!). Não esqueça de mostrar as ilustrações para as crianças e entoar bem a voz, no ritmo dos versos. Se você quiser mais informações do porquê ler e como ler para crianças é só acessar o site Psicopedagogia On Line.

O livro é ilustrado por Carti com gravuras lindíssimas. Eu particularmente gosto da estante de livros bem no meio do livro, da bela paisagem de um vilarejo com telhadinhos marrons e um enorme varal cheio de roupas. 

Site de Caratinga
Maxs Portes nasceu em Caratinga, MG, tem 67 anos e é bacharel em Comunicação Social com habilitação em Produção Editorial pelo Centro Universitário de Belo Horizonte INI-BH, além de ter cursado Artes Gráficas, em Paris, onde morou por dois anos. É autor de 48 livros entre romances, contos, novelas, poesias, juvenis e infantis. Também é detentor de 54 prêmios literários.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Google anuncia primeira feira de ciências mundial online

O Google anunciou nesta terça-feira a primeira feira de ciências online e em escala mundial. O Google Science Fair vai premiar estudantes de 13 a 18 anos, que podem criar um projeto de ciências usando todas as ferramentas do Google, como YouTube e Google Docs.

Os estudantes têm até o 4 de abril para se inscrever. Os melhores projetos serão analisados por uma equipe e os semifinalistas serão anunciados no início de maio. Os projetos escolhidos passarão por voto popular, e 15 deles irão participar da final na sede do Google em julho.

Um júri formado por cientistas de renome irá escolher um vencedor para cada faixa etária, além de um grande vencedor. Entre os prêmios anunciados pelo Google estão uma viagem para as Ilhas Galápagos com

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Alargar Possibilidades

Foto: A Book in Every Child's Hand by Pratam Books
Você já deve ter ouvido alguma vez que a leitura abre a mente, não é? Ultimamente, com as políticas públicas de incentivo à leitura, muito tem se falado sobre o impacto desta prática no intelecto do indivíduo e, certamente, em seu meio ou grupo em que está inserido.
Mais do que afirmação filosófica, a ciência tem muito a nos ensinar sobre esta máquina poderosa que carregamos lacrada dentro do crânio; suas aptidões e, portanto, possibilidades, são variadas, misteriosas e surpreendentes.
Quer entender melhor? Olha só: pesquisadores da Unidade de Neuro-Imagiologia Cognitiva do Inserm-CEA (França) desenvolveram um estudo com outros diferentes cientistas de universidades espalhadas pelo mundo e atestaram que o cérebro humano já tem uma zona pré-preparada para a alfabetização.
Comparando a atividade cerebral dos adultos analfabetos com a dos alfabetizados desde a infância ou em
idade avançada, os resultados demonstraram que "existe uma atividade massiva resultante da leitura, tanto nas regiões visuais do cérebro como nas que são utilizadas para a linguagem falada", explicou o cientista. Isso quer dizer que "uma aprendizagem cultural como a leitura tem um impacto muito grande sobre as respostas que o cérebro vai dar, quer sobre a informação escrita quer sobre a falada, e essas modificações podem ocorrer em qualquer idade".
Mais do que reunirmos informações e aprendermos novos assuntos com a prática da leitura, estamos alargando possibilidades, incentivando uma maior atividade em nossa pequena e notável "cacholinha de carne".
Reflita: você conhece alguém sem muito estudo que tem uma capacidade de comunicação e de raciocínio lógico invejáveis? Não é regra geral, obviamente, mas descubra se essa pessoa tem o costume de ler. 
E não importa muito o que se lê, sabe por quê? Aumentar o 'nível' de dificuldade de suas leituras é gradativo. Você começa hoje com um livrinho de mensagens reflexivas, depois com um de autoajuda, outro  dia um romance curto, de repente se vê às voltas com romances mais compridos e mais densos. Depois, instintivamente, se pega fuçando tratados de filosofia, estudos de psicologia, livros de história ou qualquer outro assunto mais técnico. Notou a grandiosidade da coisa? Você pode parar na faculdade, com fome de conhecimento, só porque alguns anos antes folheava umas poucas letras.
A Cris, nossa secretária-escritora, tem uma história curiosa em sua família como exemplo. Sua avó Maria nunca foi alfabetizada, no entanto a vontade de entender seus livros de receitas e nomes da caderneta de telefones, associada com a necessidade de anotar recados e indicações de corte e costura, transformaram-na em autodidata, capaz de - hoje em dia - ler o livro Ágape, de Padre Marcelo Rossi, como leitora crítica (sim, senhor!) presenteado no último Natal, bem como escrever várias coisas. Além disso, ela é leitora assídua da Revista Terra da Gente, tendo como maior prazer, as tardes na varanda com suas leituras preferidas.
E você, tem alguma história interessante associada à prática de leitura para compartilhar? Não deixe de comentar!

Serviço:
A referência do estudo científico acima foi retirada do site Em Busca da Nova Mente, do professor de filosofia e cientista cognitivo Ives Alejandro Munoz.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Fotos da Reforma da Escola

Pessoal! Sabemos que a ansiedade para conhecer os novos espaços da escola, após a reforma, está imensa! Portanto tiramos algumas fotos para vocês verem como as coisas estão indo. Espero que gostem e comentem, claro!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Semear

Foto: Children Reading by Pratam Books
Segundo o minidicionário Aurélio (aos montes na biblioteca), semear significa 1. deitar sementes de, para que germinem. 2. espalhar, propalar. 3. causar, ocasionar. Assim é a nossa biblioteca: sua função é semear na comunidade a semente do prazer pela leitura.
Alguns dizem que o terreno é árido, duro, difícil. Outros veem possibilidades de alagamento. Porém, todo processo de mudança é demorado e esperamos que os índices sobre a prática de leitura do brasileiro cresçam nos próximos anos.
Porque livros mudam pessoas. Mudam mentalidades. Abrem, arrancam, desconstroem para reconstruir. Duvida?

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Voltando para casa

Pois é, galerinha! Estamos voltando para casa! A reforma de nossa escola está terminando e a ansiedade e fim do ano letivo nos trouxe de volta esta semana. Professores e funcionários se desdobram para tentar botar as coisas em ordem, no meio da sujeira, dos materiais pelo caminho e da poeira que faz o povo trabalhar com máscaras (a la Michael Jackson).
Certamente que no ano que vem muitas serão as novidades e o fôlego novo vai ser revigorante! Até lá, então!
Feliz Natal e um excelente Ano Novo a todos!

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Cris Linardi foi à Bienal



Todos da escola sabem que a aparência pacata de nossa secretária Aline é na verdade uma identidade secreta; sua verdadeira personalidade é a da escritora Cris Linardi. Contudo, ela não se transforma em escritora na medida que precisa salvar o mundo, como uma mulher-maravilha. A escritora e a secretária vivem na mesma pele, são a mesma pessoa. E mesmo quando a Aline deixar de ser secretária continuará servindo ao mundo com suas poesias. Poético, não?

Tudo isso foi para divulgar com muita honra que Cris Linardi foi à São Paulo, no último dia 14, para lançar seu primeiro livro. Trata-se da antologia poética "Mistérios do Meu Ventre", um livro de bolso para os amantes dos textos simples e apaixonados dela. E nós do Miotti não poderíamos deixar de divulgar por aqui também.

No sábado de manhã, Cris autografou seu livro no estande da Editora Multifoco, dentro do pavilhão de exposições do Anhembi em São Paulo, onde acontece a 21ª Bienal Internacional do Livro. Esta foi sua primeira participação na Bienal, bem como de sua editora que é uma criança, tem apenas 4 anos de idade.

Cris também esteve em outro lançamento no sábado à noite, o da antologia "Cronistas, Contistas e Poetas Contemporâneos", da Editora Scortecci, que aconteceu no Itaú Cultural. Não é demais?

Todos os alunos e profissionais estão felizes com esse feito da Cris, pois além de ser a realização de seu sonho de infância, é um grande incentivo para todo aquele que almeja publicar seu livro também. Estamos ansiosos para conversar com ela sobre tudo isso nos projetos futuros que teremos em nossa escola, tão logo a reforma acabe. Certamente que viveremos bons momentos com a nossa nova escola!

Acessem o blog da Cris e leiam seu relato sobre "O Dia".


quinta-feira, 5 de agosto de 2010

PROJETO " XO NA ESCOLA " - O LAPTOP EM SALA DE AULA

Oi galera........
Estamos de volta....e com muitas novidades!!!
Todos já sabem que iremos participar de um Projeto em parceria com a UNICAMP, que trará mini laptops para serem utilizados em sala de aula e com possibilidade de que seja utilizado fora da escola.
O projeto está em fase de construção coletiva. Desta construção participam todos os funcionários da escola, alunos, pais e profissionais ligados ao Projeto, junto à UNICAMP.
Já foram realizadas 2 oficinas na escola, sendo uma no dia 07 de Junho e a outra no dia 08 de Julho.
Neste mês, teremos algumas tarefas a serem realizadas, como discutirmos sobre as possibilidades de utilização dos laptops e sugestão do logotipo do projeto.
Fiquem atentos, pois o projeto será construído com a colaboração de todos.....
Bom semestre a todos nós.
Profa. Alcione

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Informativo: Miotti na Copa

Nossa seleção estreia na copa essa semana...
E o Miotti vai junto nessa torcida positiva pelos pupilos de Dunga.
Os jogos da primeira fase de nossa seleção serão:

Brasil vs. Coreia do Norte - 15 Jun 15h30
Brasil vs. Costa do Marfim - 20 Jun 15h30

Portugal vs. Brasil - 25 Jun 11h00


Veja como ficam as aulas em dia de jogo!


sábado, 5 de junho de 2010

Estratégias de Leitura



Por Cris Linardi

Ler por ler não tem graça. É como namorar por namorar. Vivem-se as letras, ou beijos, e não se tem muita compreensão do que está rolando. O bom é ter foco e vivenciar cada situação com bastante intensidade, no sentido de se entender o que se vive. No caso dos livros o importante é o fazer por prazer e dar uma ajudinha quando a leitura se tornar enfadonha.

Eu adotei uma técnica e está funcionando que é uma beleza, então compartilho aqui com vocês. Eu decidi fazer resenha de todos os livros que acabo de ler. Não dos que já li, mas do que termino agora, assim os que já li, terei que ler de novo e fazer uma resenha imediatamente depois, já que a cuca está mais fresca.

terça-feira, 18 de maio de 2010

HOJE - 18 DE MAIO - DIA NACIONAL DE COMBATE AO ABUSO E À VIOLÊNCIA SEXUAL CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES

ABUSO SEXUAL OU MAUS TRATOS ?


O termo abuso sexual é talvez o mais difundido e popularizado para denominar as situações de violência sexual contra crianças e adolescentes, principalmente as que se referem à violência intrafamiliar, designada também como abuso sexual doméstico, violência sexual doméstica, abuso sexual incestuoso, incesto. Constata-se também que conceitualmente o abuso sexual é considerado e nomeado ora como maus tratos ora como violência. Visando superar essas dificuldades de caráter epistemológico torna-se indispensável clarificar os conceitos de abuso sexual, de maus tratos e de violência. Segundo Gabel (1997), etimológicamente, abuso indica afastamento do uso (“us”) normal. O abuso é, ao mesmo tempo, mau uso e uso excessivo. Significa, pois, ultrapassar os limites e, portanto, transgredir.

Para Ravazzola (1997) “O conceito de abuso que utilizo é amplo e não se esgota na idéia de adicção de substâncias químicas, nem na referência à agressão sexual. Podemos abusar de substâncias e também de outras pessoas, e não apenas sexualmente; o que o abuso implica sempre é um abuso anti-social de algum poder a mais na relação afetada, de tal modo que coloca o abusado ou abusada na condição de objeto e não de sujeito. O abuso refere-se a um estilo, a um padrão, a uma forma de tratamento que uma pessoa exerce sobre outra, sobre si mesma ou sobre objetos, com a característica de que não percebe que produz danos... Quem exerce abuso não aprende a regular, a medir, a dizer, a escutar e respeitar mensagens de si mesmo e do outro...; ou encontrase em contextos nos quais estas aprendizagens foram esquecidas, se diluíram ou perderam força”.

Pequeno trecho extraído do site
leia mais acessando o site
outras informações no portal google

FIQUE ATENTO E DENUNCIE
DISQUE 100

...PODE ESTAR MAIS PERTO DO QUE VOCÊ IMAGINA.....


sábado, 8 de maio de 2010

Se Loga!


Não estou aqui fazendo propaganda, mas é que a TV Cultura é um dos canais abertos mais interessantes da televisão. Num outro artigo estive falando sobre o seriado Tudo Que É Sólido Pode Derreter e hoje falo do Login, um programa ao vivo muito legal, que é apresentado por Roberta Youssef e Fábio Azevedo, de segunda a sexta, sempre às 19 horas.

O programa traz especialistas e pessoas ligadas a assuntos interessantes para um debate muito produtivo e democrático. Além disso conversa ao vivo com os internautas e traz matérias bem legais sobre vários temas divertidos com os colaboradores Gabi FrançaRodolfo Rodrigues.



Semana passada, o pessoal falou sobre a Lei Anti Fumo, sancionada no ano passado e seu impacto na vida dos fumantes e não fumantes, um ano depois. Teve também um debate saudável sobre dois temas ainda muito polêmicos: aborto e homossexualismo.

Um quadro divertido que o programa tem é a perseguição boa que a linda Gabi França faz com uma pessoa comum que tem uma rotina interessante de ser mostrada. Já passaram por lá um DJ e um analista de sistemas que é jogador profissional de vídeogame sendo acompanhados por uma semana pelo programa.

Fica aí a dica para toda a galera do Miotti. Um programa bacana, cheio de entretenimento e novidades para o público jovem.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

GÊNERO, PODER E O EMPODERAMENTO DAS MULHERES

E M P O D E R A M E N T O


 
          O conceito de EMPODERAMENTO foi desenvolvido pelo educador brasileiro PAULO FREIRE, um dos mais influentes pensadores da Educação do século XX.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Quem somos

Este é o blog da Biblioteca Ruth Rocha, a biblioteca escolar da escola pública de ensino fundamental Padre Emílio Miotti localizada na cidade de Campinas, SP.

Desenvolvemos muitos projetos de incentivo à leitura e promovemos eventos que diminuam a distância entre o autor e o leitor a fim de oportunizar experiências ricas para ambos os lados.

Alguns de nossos projetos são:

> Livros São Sementes: projeto referente ao incentivo à leitura com ações efetivas junto à comunidade escolar.
* Já realizamos a I Semana Literária, que aconteceu de 14 a 18/03/2011 e trouxe os autores Felipe Tazzo, Joana Masen, Cícero Edno, Cristina Linardi, Vinnie Fuscaldy, Raphael O Lord, José Oliveira, Paulinho Dhi Andrade, Juliano Sasseron e Pedro Marques para baterem papos e palestrarem para nossa comunidade.
* Trouxemos também a 9ª Exposição Poética Feminina Mulheres Nuas, sob a coordenação do escritor Paulinho Dhi Andrade, de 22 a 26/03.
> Aluno-alutor: projeto voltado para o incentivo, orientação e encaminhamento das produções autorais dos aunos.

Cris Linardi, Vinnie Fuscaldy e o 8º ano C

Por Cris Linardi


Adolescentes são inteligentes. A gente se aproxima pensando que são crianças, mas na verdade não o são. Parecem adultos, mas também não são. São tipo assim, sei lá! Ainda não são. O quê? Nada, só não são. Não se pode é subestimá-los, nem superestimar. Só são isso, só são. É como um penhasco e o mar. Tem o mar, tem o rochedo e tem o precipício. Eles não são nem o mar, tampouco o penhasco, são o precipício. Ainda não chegaram ao fim, mas também não estão no começo. Estão no meio da queda ao desconhecido. Incertezas, ansiedade, medo e vontade, tudo misturado. E o que se tem que fazer se deve fazer logo, o fim está próximo, a vida adulta já está à porta e o bater na água é dolorido. Crescer é dolorido. Mas necessário. Não se é adolescente pra sempre. Nem se será por muito tempo. Portanto, há muito a ser feito em tão pouco tempo.

Confesso que me assustava um pouquinho a ideia de enfrentá-los, bem não é enfrentá-los, é simplesmente estar com eles. Talvez o fato de todos estarem me olhando, cheios de pensamentos a meu respeito, coisas que eu não saberia o que era, de repente, me senti uma adolescente. Cheia de medo e vontade, querer ir e querer ficar.

Minha visita à sala do 8º ano C, na terça, na EMEF Pe. Emílio Miotti foi interessante. Realmente não foi uma coisa planejada, saiu tudo fora do combinado, não o combinado com a professora Marly, mas o combinado de minha mente com o meu corpo. Foi como um ótimo bate papo improvisado, desses sem script ou roteiro. Eu até fiz um, para não me perder, porque me perder é a coisa mais fácil do mundo, é só eu ficar sem fazer nada, quando percebo, me perco. O Vinnie Fuscaldy, meu amigão, nos conhecemos há exatos 1 ano e 4 meses, essas amizades que o tempo vai moldando e tornando sólida. Na primeira visita ele não pôde estar presente, mas desta vez apareceu. Foi mágico, ótimo, excelente. Não nos víamos há meses, mas era como se tivéssemos estado juntos no dia anterior. Está mais animado, diferente do dia em que dediquei-lhe o poema “Náufrago de Mim”. Pois bem, eu o postei aqui, lembram? Ela virou música, poesia em mão de músico bom dá nisso, vira coisa linda melódica. Na faculdade nos comparavam aos Tribalistas, voz, violão e poesia. Ah e a meia-lua. Eu esqueci de levá-la porque me considero poetisa e não cantora. Eu canto, antigamente as paredes eram minha única platéia, parafraseando com a música “Canção Pras Paredes”, do Di-Fusão, a banda do Vinnie. Linda, tá no My Space dele, depois eu coloco os links correspondentes. Eu sempre falo pros meus amigos e chegados: eu sou poeta, por consequência componho, e por acaso eu canto. Minha amiga Regina já disse: Chico falava isso! Eu rio, né? Até fico orgulhosa, não é todo mundo que tem o dom de compor e cantar, eu só preciso ver tudo isso do jeito que os outros veem. Meu olhar é simples, cantar é só uma emissão de som doce que sai da boca. Não foi em escola de canto que aprendi a cantar, eu nem sei quando começou. Só sei que gosto muito e quando faço, é como se junto com a melodia saíssem também minhas aflições. Como se o som da minha voz tivesse o poder de queimar o mal do mundo, fazê-lo desaparecer como quando a gente limpa o quintal sujo com água cristalina. Mas acho que o que atrapalha é quando alguém começa com essa história de se profissionalizar, fazer a coisa de forma menos amadora, mas quem disse que não quero ser amadora? Eu sou amadora em tudo que faço! Ora, pois…

Continue lendo aqui.
* também publicado em Os Letreiros.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

A Marca de Uma Lágrima

A Marca de Uma Lágrima
Pedro Bandeira
Ano: 1985

A Marca de Uma Lágrima marcou minha adolescência. Não, não! Não era adolescente em 1985, data do lançamento. Eu o fui no início dos anos 90 e li o livro nessa época. Os livros traspassam a linha do tempo, bem como toda forma de arte. Pedro Bandeira é um autor genial de histórias que misturam suspense e romance juvenil. Este foi meu primeiro contato com seus livros.

Isabel é uma jovem que se acha gorda e feia. Ela vive um amor platônico por seu primo, Cristiano. Acontece que sua melhor amiga, Rosana, se apaixona por ele. Em nome da amizade e já que Isabel não contara para a amiga sobre sua paixão antes desta, resolve ajudá-la, escrevendo versos apaixonados para Rosana entregar como se fossem seus.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Uma Visita Inesperada

Na última terça-feira o 8º ano B recebeu uma visita diferente. A professora Marly trouxe uma escritora para conversar com os alunos sobre criação literária, processo criativo e a timidez em mostrar o que se escreve. A autora de poesias e contos chama-se Cris Linardi e teve seus textos declamados em sala, ao vivo e a cores. Ela publica por aqui também, sabe por quê? Quer descobrir? Dá uma olhada no blog dela e descubra. Depois, conta pra gente! É só deixar um comentário!